O PESO DA RELIGIOSIDADE AO ENCARAR UMA DOENÇA

 

Para entender o impacto da espiritualidade no tratamento de uma condição, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, acompanharam 169 pessoas acima de 60 anos que passavam por sessões de hemodiálise devido a complicações nos rins. Cerca de 90 dos pacientes seguiam uma religião. Após as entrevistas, ficou claro: pessoas que mantinham uma crença enfrentavam com mais ânimo e menos estresse sua situação - algo que tende a repercutir positivamente no controle do problema. Aliás, esse efeito não parece ficar restrito à doença renal. "A religião oferece suporte emocional e social em diversas circunstâncias nessa fase da vida", afirma Wilson Jacob Filho, professor de geriatria da Faculdade de Medicina da USP.

 

A FÉ TAMBÉM MOVE AS TRISTEZAS

Eis a conclusão de uma análise da Universidade de Massachusetts Boston com 7 mil americanos sexagenários, septuagenários e por aí vai. Ela mostra que os casos de depressão são menos comuns entre aqueles que possuem algum credo. “A fé atua como guia moral, promove hábitos saudáveis e serve de apoio em momentos difíceis", justifica a gerontóloga e líder do estudo, Corina Ronneberg.

 

COMO OS BRASILEIROS ACIMA DE 60 ANOS SE RELACIONAM COM A FÉ;

98% das pessoas nessa faixa etária seguem uma religião;
92% declaram que isso é relevante para a sua vida;
89% encontram fortalecimento na própria crença;
87% acreditam que ela é um auxílio para lutar contra as dificuldades;
87% dizem que a religião fornece total (ou muito) sentido para sua existência.


Fonte: Revista "Saúde é Vital - Dezembro/2015 -  nº398 - por André Biernath - fonte: Religiosidade e Envelhecimento: panorama dos idosos do Município de São Paulo. Estudo SABE – Universidade de São Paulo (Estatísticas).