FLORAIS  DE  BACH

 

 

          Todos sabem que os problemas de saúde frequentemente têm suas origens nas emoções. Sentimentos persistentemente reprimidos, frustrações e diversos tipos de pressão farão emergir conflitos mentais e emocionais que, depois, se manifestarão no corpo como doenças. Essas perturbações sutis podem, porém, ser tratadas e dissolvidas antes de causar algum dano. E uma forma cada vez mais popular de se equilibrar os estados emocionais são os remédios florais.
          O uso de flores em terapias é muito antigo. Os aborígines australianos comem determinadas flores para absorver suas propriedades - caracterizadas pela sua aparência. Os egípcios e africanos faziam uso delas para tratar desequilíbrios emocionais. E o alquimista suíço Paracelso, um dos precursores da homeopatia, recomendava algumas essências florais para tratar problemas psicológicos. Mas foi somente no começo do século 20 que o médico imunologista, bacteriologista e homeopata inglês Edward Bach (1886 — 1936).postulou os fundamentos de uma nova terapia floral.
Embora Bach tenha trabalhado em hospitais tradicionais e destacado-se pelas descobertas no campo da bacteriologia, seus conceitos de doença e saúde eram bem diferentes dos convencionais.
Bach via a doença como o resultado do conflito da alma - o elemento divino em todos nós - e a personalidade - aquilo que somos, ou nos abrigamos a ser, no dia-a-dia. "O sofrimento é mensageiro de uma lição; a alma envia a doença para nos corrigir e nos colocar no nosso caminho novamente. O mal nada mais é do que o bem fora do lugar", escreveu o médico. Para ele, o importante é a alma e a personalidade estarem em perfeita sintonia através do equilíbrio emocional.
          Por volta de 1926, Bach já tinha desenvolvido um remédio eficaz - o nosódio de Bach - para o tratamento de males intestinais. A substância era usada em toda a Grã-Bretanha e em vários outros países. O médico começou, então, a tentar substituir os nosódios por medicamentos preparados com plantas e acabou sendo atraído pelo sistema homeopático de diluição e potencialização, usando-o em duas flores que trouxe do País de Gales, em 1928 — Impatiens e Mimulus. Os resultados foram encorajadores.
Numa tremenda "virada de mesa", Bach resolveu largar seu consultório em Harley Street, Londres, e seus laboratórios, para buscar na natureza este sistema de cura que idealizara desde criança. Estava com 44 anos.Embora a maioria dos colegas o tenha condenado, Bach foi encorajado por John Clark, diretor do Homeopathic World, um jornal médico homeopático, que colocou seu periódico à disposição para que ele publicasse suas descobertas.
           Bach teorizava que a origem das doenças é proveniente de sete "defeitos" do homem. "As doenças reais e básicas no homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição... Esses defeitos é que constituem a verdadeira doença..., e a continuidade desses defeitos, se persistirmos neles,... é o que ocasiona no corpo os efeitos prejudiciais que conhecemos como enfermidades", escreveu Bach.

 

Fonte: Revista Medicina Alternativa - nº 28.