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IRIDOLOGIA

Se
os olhos são a janela da alma, a íris é o espelho do corpo. Assim diz a
iridologia, uma terapia que tem a íris como reflexo fiel da constituição,
das fragilidades e das disfunções do organismo, sejam elas de origem
genética ou adquiridas.
A iridologia não é
recente. Documentos encontrados entre 1000 e 200 a.C. atestam que os
hebreus e os antigos egípcios já diagnosticavam doenças através dos olhos.
Mas foi somente no final do século 19 que a iridologia passou a ser
conhecida pela obra do húngaro Ignatz von Peczeley. O médico observou a
íris de uma coruja que tinha quebrado uma das patas. Notou que, pouco
depois do acidente, havia aparecido uma listra escura na pane inferior do
olho do pássaro. Cuidou da coruja e continuou observando sua íris, que foi
gradativamente modificando-se, até surgir linhas brancas e sinuosas no
lugar da parte escura. Intrigado, continuou seus estudos nos olhos de
diversos pacientes, primeiro diagnosticando a doença e depois observando
como ela se refletia na íris. Von Peczeley lançou seu primeiro trabalho em
1881 e, a partir de então, muitas obras sobre o assunto surgiram na
Europa, notadamente na Alemanha. Na década de 1900, o novo sistema foi
introduzido nos Estados Unidos por Nils Liljequist, um homeopata sueco.
Mas foi um norte-americano, Bernard Jensen, que desenvolveu o mapa da íris
que atualmente é mais conhecido e usado.
O exame feito pelo iridólogo nada tem a ver com aquele que o
oftalmologista chama de "fundo de olho".
Fonte: Revista Medicina
Alternativa - nº 28.
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