A doença de Parkinson caracteriza-se por tremores, enrijecimento dos músculos, lentidão e pobreza de movimentos e alterações posturais. Como é uma doença degenerativa e sem cura, os pacientes e seus familiares podem demonstrar um impacto emocional ao primeiro informe sobre a existência da enfermidade. A doença de Parkinson foi descrita por um médico inglês, James Parkinson, em 1817. Nessa ocasião, ele publicou uma observação sobre seis pacientes que apresentavam uma doença lentamente progressiva caracterizada por movimentos involuntários (tremores), que apareciam principalmente quando as partes envolvidas do corpo não estavam em ação, tendência à força muscular diminuída, propensão para inclinar o tronco para frente e passar de um caminhar lento para uma marcha involuntariamente acelerada. A doença de Parkinson pode se desenvolver em pessoas de qualquer sexo, de qualquer raça e de qualquer nível socio-econômico. Há, entretanto, uma tendência clara para se desenvolver principalmente entre indivíduos da raça branca. Muito diferente do que se imagina, ela não é uma doença da senilidade. Embora sua manifestação inicial seja mais freqüente em indivíduos com idades entre 55 e 65 anos, ocorre também em pessoas bem mais jovens, abaixo dos 40 anos, ou bem mais idosas, com mais de 70 anos. A causa da doença ainda não é totalmente conhecida, porém, há um consenso internacional de que a enfermidade depende de vários fatores que atuam num mesmo indivíduo. O envelhecimento, fatores genéticos e ambientais, como a exposição a substâncias tóxicas (defensivos agrícolas, resíduos industriais, substâncias químicas etc.), podem estar relacionados à doença e aluarem associados em um indivíduo suscetível. Atualmente, foram detectados alguns genes relacionados a essa doença, em casos marcadamente familiares. Entretanto, a maioria dos casos não tem essa característica, aparecendo de maneira isolada.

 

 

Fonte: Dicionário Termos Técnicos de Saúde - Ed. Conexão - 2003.