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Ao observarmos a orelha (também conhecida como pavilhão auricular),
podemos notar sua semelhança com um feto de cabeça para baixo. Se
massagearmos os lóbulos da orelha, (que representam a cabeça),
simultaneamente com a ponta dos dedos indicador e polegar por 10 minutos,
é possível aliviar dores de cabeça. Isto prova que os estímulos em regiões
da orelha se refletem em nosso organismo.
Em 1951, o médico francês Paul Nogier recebeu em seu consultório um
paciente relatando que sofria de dor ciática e já havia tentado todos os
tratamentos possíveis na época sem sucesso, porém, em uma viagem à
Espanha, uma curandeira de Marselha cauterizou determinado ponto em sua
orelha e curou sua dor ciática. A partir deste fato, o Doutor Nogier
começou a pesquisar outros pontos da orelha para verificar a veracidade
desta relação. Descobriu que na China e no Egito já haviam registros de
tratamentos utilizando alguns poucos pontos auriculares, porém nada muito
profundo e científico. Mais tarde, graças à sua determinação, o primeiro
mapa auricular completo com todos os órgãos e vértebras do corpo foi
desenvolvido e chegou às mãos do então presidente da China, Mao, que viu
na Auriculoterapia uma forma de simplificar a acupuntura.
Os técnicos chineses então assimilaram ao máximo este trabalho, porém
adaptando às noções de meridianos, Cinco Elementos e Yin e Yang. Em
Dezembro de 1972, a Unidade de pesquisas do Exército do Povo, com sede em
Naquim, publicou o primeiro livro especializado com o Mapa chinês, que
possuía 200 pontos auriculares.
Cada ponto auricular é uma terminação nervosa. O estímulo exercido sobre
ele percorre os ramos nervosos até o tronco cerebral e em seguida até a
região do córtex cerebral correspondente ao órgão ou função estimulada, de
onde é enviada uma mensagem da glândula hipófise (pituitária), a qual
governa todas as glândulas do corpo para equilibrar as funções do órgão
estimulado.
Quando sucedem desequilíbrios em nosso organismo, estes se manifestam no
ponto ou área da orelha correspondente ao órgão ou função comprometida,
através de mudanças morfológicas, na coloração da pele, dor à pressão,
baixa resistência elétrica, etc. O ponto diagnosticado é então empregado
para o tratamento aplicando-se sobre ele agulhas, sementes, cristais de
quartzo, eletroestimulação, moxabustão, entre outros, obtendo assim a
melhora dos sintomas e da causa do desequilíbrio.
Na Auriculoterapia é possível tratar qualquer tipo de desequilíbrio, seja
ele de fundo orgânico ou emocional, podendo ser associada a qualquer
terapia como o Reiki, a Massoterapia (Shiatsu, Tui-ná, Do-In, Ayurvédica,
etc.), a Fitoterapia (plantas medicinais), os Florais de Bach e muitas
outras. As crianças também podem ser tratadas pela Auriculoterapia com a
vantagem de não ocorrerem efeitos colaterais. A única contra-indicação
seria para as gestantes até o 5º mês de gravidez, pois existem pontos que
atuam sobre o útero e poderiam provocar o aborto, porém pode-se realizar
qualquer tratamento que não incida sobre estes pontos. Os resultados mais
conhecidos dado o seu sucesso são os de: Emagrecimento, Tabagismo, TPM e
dores de qualquer origem.
Atualmente, a Auriculoterapia é considerada parte importante da Medicina
Tradicional Chinesa e pode ser utilizada tanto como técnica complementar à
Acupuntura como técnica principal, pois possui um corpo teórico
independente no tratamento e diagnóstico de distúrbios, sendo, inclusive,
reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Por estimular o próprio organismo a se curar, produzindo substâncias que
venham restabelecer o funcionamento equilibrado dos órgãos, a
Auriculoterapia vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento dentro
da área das Terapias Naturais a nível mundial e agora também no Brasil.

(Texto retirado do site
www.lucioescobar.ubbihp.com.br)
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