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MALHAR PARA
RECORDAR

Uma
observação interessante dos cientistas: quanto mais lúdico o exercício
para o indivíduo, melhor o efeito para a memória.
Ou
seja: você tem de gostar da modalidade
Os bons
efeitos dos exercícios, sobretudo os aeróbicos, vão muito além de um corpo
firme e forte. Pesquisas comprovam que eles estimulam a memória!
A suspeita
de que a prática de exercícios tem grande influência sobre o cérebro vem
de longa data. Não é novidade, por exemplo, que eles favorecem o
bombeamento de sangue, o que significa mais oxigênio para as células da
massa cinzenta. Recentemente, porém, exames de ressonância magnética
forneceram provas irrefutáveis de que seus efeitos extrapolam o incremento
na circulação. Há uma mudança em certas estruturas e até mesmo o aumento
do volume do cérebro. "Caiu por terra a crença de que, uma vez formado,
ele só sofreria alterações físicas em casos de doença. A atividade física,
inclusive, pode modificá-lo", conta o neurologista Li Li Min, professor da
Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.
Um trabalho recente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos,
aponta que a região cerebral mais beneficiada pelos esportes ou pela
ginástica é o hipocampo. E é bem ali que ficam arquivadas as nossas
lembranças. Os cientistas monitoraram durante três meses o comportamento
do hipocampo de 11 voluntários, antes e depois de correr na esteira. Essa
área foi se tornando cada vez mais requisitada. A circulação ficou mais
intensa nesse ponto da massa cinzenta, sem contar indícios da formação de
novos neurônios. A performance dos voluntários nos testes de memória
também melhorou bastante, confirmando o que se presumia nas imagens da
ressonância.
Os neurocientistas até arriscam uma explicação de pura química para os
ganhos proporcionados pelos exercícios. Segundo eles, quando nossos
músculos se flexionam e se relaxam seguidas vezes, liberam uma proteína
chamada IGF-1. Ela, por sua vez, viaja até o cérebro e ali estimula a
síntese de uma substância, o BDNF, envolvido com a nossa capacidade de
raciocínio apurado.
(Por Thais Szego - parte do texto retirado da Revista Saúde, nº
287)

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