|

"Prestes a
chegar ao Brasil, elas prometem aliviar pra valer a inflamação que trava
as articulações e aprisiona suas vítimas numa rotina de sofrimento".
De uma hora para outra as
células de defesa do organismo mudam de lado. Traiçoeiras, passam de
amigas fiéis a inimigas implacáveis, corroendo as articulações em vez de
protegê-las. Esse ataque inesperado vindo das próprias frontes aliadas do
corpo produz uma intensa inflamação, que toma conta da membrana sinovial.
Essa estrutura reveste a parede interna das juntas e é importantíssima
porque produz um líquido que as lubrifica. Inflamada, porém, deixa de
cumprir sua função. Então é como se as dobradiças do nosso organismo se
enferrujassem. Qualquer movimento se torna penoso. A dor é uma constante
e, para piorar, pode vir acompanhada de febre e fadiga intensa.
É assim a artrite reumatóide, doença crônica que atinge cerca de 2% da
população mundial e que, se não for tratada a tempo, leva a sérias
deformidades, à invalidez e à diminuição da expectativa de vida em pelo
menos cinco anos.
A cura ainda não foi
descoberta, mas a boa notícia é que novos e potentes medicamentos devem
chegar ao Brasil este ano com a promessa de revolucionar o tratamento.
Além de frear o avanço do mal, a expectativa mais otimista é de que acabem
de vez com ele ao agir direto na raiz do problema.
A doença surge quando, por motivos ainda não esclarecidos, algumas células
T de defesa estimulam outros integrantes do sistema imune, como os
macrófagos e os linfócitos do tipo B, a produzir citocinas capazes de
provocar reações inflamatórias que agridem as cartilagens. Entre elas a
mais importante é a TNF — sigla em inglês para fator de necrose tumoral.
"Os novos medicamentos não tratam os sintomas, mas buscam impedir a
fabricação dessas citocinas a fim de controlar a inflamação", revela o
reumatologista Sebastião Radominski, da Universidade Federal do Paraná.
A
artrite reumatóide é mais freqüente em mulheres entre 30 e 50 anos de
idade, mas atinge
também homens e, raramente, crianças.
DIETA BEM ARTICULADA
A velha ladainha de que comer direito barra doenças mais do que se
justifica no caso da artrite reumatóide. Cientistas britânicos da
Universidade de Londres descobriram que a capsaicina, substância presente
na pimenta vermelha, diminui os níveis da citocina TNF; a grande vilã
nessa história. O leite também tem um ótimo efeito no controle do mal,
pois está cheio de ácido linoléico conjugado, uma substância que
comprovadamente combate processos inflamatórios . Outra classe de boas
moléculas protetoras são os carotenóides, que tingem a nectarina, o mamão
e outros vegetais alaranjados.
AGULHAS E LAMA ALIVIAM A DOR
A acupuntura, que já se consagrou como um método eficaz para o alivio dos
sintomas da artrite reumatóide, acaba de ganhar o respaldo da Universidade
Chinesa de Hong Kong. Pesquisadores de lá acompanharam pacientes que se
submeteram a duas sessões semanais e observaram diminuição considerável no
avanço da doença, além da esperada melhora nas dores. Quem prefere evitar
as agulhadas pode recorrer aos banhos de imersão em lama medicinal para
relaxar os músculos e diminuirá intensidade dos estímulos dolorosos.(*)
(*) Espaço
Terapêutico de Teresópolis®
: dispomos de tratamento em argiloterapia associada aos óleos essencias e
temos obtido excelentes resultados nos problemas articulares.
Um dos maiores desafios do
combate à artrite reumatóide é encontrar o remédio certo para cada caso.
"Em geral os medicamentos conhecidos como inibidores de TNF apresentam
ótimos resultados", explica o reumatologista Mário Puccineli, da
Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Essa classe terapêutica
representou um avanço e tanto na luta contra o mal, sobretudo se utilizada
logo quando ele começa a se manifestar.
Uma pesquisa feita por médicos da Universidade Leiden, que fica na
Noruega, provou que altas doses dessas drogas bem no início da encrenca
evitam seu progresso e podem até acabar de vez com ela. "Quanto mais
precoce o diagnóstico e mais forte o tratamento, menores são os danos às
articulações e maiores as chances de urna remissão completa da doença",
garante o professor Puccineli. (**)
(**)
Espaço Terapêutico de
Teresópolis®
: Consulte seu médico sobre a possibilidade de uso de novos medicamentos.
Lembre-se que, fazer uso de medicamentos sem orientação médica pode
causar-lhe danos , muitas vezes, irreversíveis.
( por Anderson Moço - texto retirado da Revista
"Saúde é Vital" , nº 281)

|