|

" inclusão, no cardápio do brasileiro, de alimentos que não passaram
pelo processo industrial "

Arroz integral, trigo, aveia,
milho, cevada e tantos outros alimentos nem sempre fazem parte do cardápio
diário do brasileiro. Mas deveriam. De acordo com o Ministério da Saúde,
uma série de recomendações foram elaboradas e se transformaram no Guia
alimentar para a população brasileira, no sentido de prevenir doenças e aí
inclui-se uma dieta rica em grãos, pães, massas, tubérculos, raízes e
outros alimentos com alto teor de amido, e, de preferência em sua forma
integral.
O guia sugere que o consumo de cereais integrais, frutas, legumes,
verduras e leguminosas (feijões), no seu conjunto, deve fornecer mais da
metade ( 55% a 75%) do total de energia diária da alimentação.
Segundo a nutricionista Sílvia Cozzolino, professora titular de nutrição
da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de
Alimentação e Nutrição (Sban), a principal característica do cereal
integral é o fato de ele não ter passado pelo processamento industrial.
Vitaminas, minerais, ácidos graxos e fibras são preservados no arroz, no
milho e na farinha de trigo integrais, mas o arroz branco, o pão branco, a
farinha e as massas comuns refinadas perdem grande parte desses
nutrientes.
Sílvia ressalta que a recomendação dos especialistas em nutrição
atualmente é que as pessoas substituam parte dos alimentos convencionais
pelos integrais. O arroz branco, por exemplo, pode perfeitamente ser
substituído pelo integral, que contém proteínas, vitaminas, mineiras e
antioxidantes. Outra dica da especialista é introduzir um cereal no café
da manhã. Com relação ao peso corporal, é um mito dizer que a ingestão de
cereais integrais necessariamente contribui para o emagrecimento. “Cada
pessoa precisa ingerir uma determinada quantidade de calorias. Se ela
excede na alimentação, mesmo que seja consumindo alimentos integrais, com
certeza irá engordar. O ideal é ingerir alimentos saudáveis, de várias
categorias (legumes, frutas, proteínas e carboidratos), mas também
praticar exercícios físicos”, destaca.
Barrras
Quanto às tradicionais barras de cereal, Sílvia diz que geralmente elas
misturam vários componentes, podendo variar de um produto para outro.
“Muitas contêm açúcar ou chocolate, por isso recomendo o consumo moderado
dessas barrinhas. O ideal é comê-las duas a três vezes por semana. O erro
é usá-las em substituição a uma refeição.”
Algumas pesquisas indicam que as pessoas que consomem cereais refinados
têm 57% mais riscos de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 do que as que
consomem mais quantidade de alimentos integrais. Outro estudo mostra a
relação entre produtos integrais e metabolismo de glicose. Pesquisadores
sugerem que o consumo de cereais integrais melhora a sensibilidade à
insulina em adultos com sobrepeso e obesidade.
Mais natural
Os grãos que sofrem menos processos de refinamento e mantêm a maior parte
de suas características originais são considerados integrais. Entre os
mais conhecidos estão arroz integral, milho, aveia, cevada e trigo
Como ocorre o processo de refinamento
Quando o cereal integral passa por processos de moagem ou refinamento, são
retirados o farelo e o gérmen, permanecendo apenas o endosperma. Com isso,
perde-se a maior parte do valor nutricional do grão
Benefícios
• Ajuda a prevenir a prisão de ventre
• Ajuda a diminuir as taxas de colesterol no sangue
• Gera uma sensação de saciedade que pode levar à perda de peso
• Mantém níveis de açúcar no sangue
• Regula o peso corporal
• Reduz o risco de alguns tipos de câncer, especialmente os associados à
obesidade (no intestino e no estômago)
• Integra dietas saudáveis, com baixas calorias, contribuindo para a
diminuição de problemas cardiovasculares
( Texto de Ellen Cristie - "Saúde Plena"
)

|