" Prevenção das crises ASMÁTICAS "
 

 

 


A asma é uma doença inflamatória crônica, o que significa que acompanha o asmático durante toda a sua vida. Tem diferentes graus e a gravidade é variável.

Alguns indivíduos apresentam sinais esporádicos (asma intermitente), outros têm sintomas de uma forma freqüente e alguns continuamente (asma persistente de gravidade ligeira, moderada, grave ou muito grave).

«Cerca de 30 a 35% dos casos são de tipo intermitente e as pessoas podem passar anos com poucos ou nenhuns sintomas. Contudo, a situação clínica vai-se agravando de forma insidiosa, sendo que na idade adulta ou após o quinto decênio de vida os sintomas voltam a surgir e, habitualmente, de forma mais grave», avança o Dr. Carlos Nunes, imunoalergologista, diretor do Centro de Imunoalergologia do Algarve.

São diversos os fatores capazes de desencadear crises de asma.

 Se for alérgica, há que evitar os alergênicos.

«Os alergênicos são substâncias de origem variada, que provocam da parte do organismo a formação de anticorpos específicos para “combater” a alergia. É da reação desta “luta” que se produzem diversas substâncias químicas (mediadores químicos e celulares), que originam os sintomas de tosse, poeira e falta de ar ou dispnéia, próprias da crise de asma», indica o diretor do Centro de Imunoalergologia do Algarve.

Os ácaros do pó de casa, o pólen, os pêlos  de animais e os fungos são os alergênicos mais freqüentes.

«Como a asma alérgica, por norma, em cerca de 60-70% dos doentes, é acompanhada de rinite alérgica, a melhor forma de a tratar é logicamente tratar a rinite, porquanto são as mucosas nasais que sofrem o primeiro “embate” da reação alérgica. Quando a rinite está controlada, o doente asmático melhora», diz Carlos Nunes.

Além dos alergênicos, podem desencadear crises de asma fatores como o esforço físico, o frio, as infecções, a poluição, fumaça e o stress. A inexistência de tratamento regular na asma persistente tem como conseqüência o agravamento contínuo da doença.

«Por vezes, só passados anos é que o doente se apercebe que já não consegue respirar como há cinco ou 10 anos. Nesta fase pode já ser tarde para recuperar as normais capacidades respiratórias», menciona Carlos Nunes, apontando:
«A medida preventiva mais adequada num asmático é efetuar um controlo dos fatores irritantes e desencadeantes e tomar a medicação preventiva diariamente. Todos os dias, deverá prevenir-se, pois cada crise de asma provoca alterações nas células brônquicas, sendo em alguns casos irreversíveis.»


 (Texto : Declarações do Dr. Carlos Nunes, imunoalergologista, diretor do Centro de Imunoalergologia do Algarve - Revista Medicina e Saúde® - Portugal)